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VPN: o que é e como pode ser essencial em redes de Wi-fi públicas?

Usar internet em espaços públicos é cada vez mais comum. Praças, parques, shoppings e terminais de ônibus oferecem conexões gratuitas de Wi-Fi, muitas vezes sem necessidade de senha. Essa praticidade, no entanto, esconde riscos que podem comprometer dados pessoais e financeiros dos usuários. Por isso, cresce a importância da VPN como ferramenta de proteção em

Tecnologia Publicado em 17/Set/2025 4 min de leitura
VPN em redes abertas traz privacidade e segurança para quem usa internet pública | Imagem: Pexels

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Usar internet em espaços públicos é cada vez mais comum. Praças, parques, shoppings e terminais de ônibus oferecem conexões gratuitas de Wi-Fi, muitas vezes sem necessidade de senha. Essa praticidade, no entanto, esconde riscos que podem comprometer dados pessoais e financeiros dos usuários. Por isso, cresce a importância da VPN como ferramenta de proteção em redes abertas.

Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura informou em junho de 2025 que há 1.015 pontos de internet pública espalhados pela cidade. Outros municípios também oferecem o serviço, e as informações podem ser consultadas em sites oficiais. Mas será que vale a pena utilizar essas redes sem reforçar a segurança?

Como criminosos exploram o Wi-Fi público para aplicar golpes?

O Wi-Fi gratuito funciona como porta de entrada para diferentes dispositivos. Por não exigir senha, atrai muitas conexões ao mesmo tempo, o que aumenta sua vulnerabilidade. Isso facilita o trabalho de criminosos digitais, que podem capturar dados e acessar informações sigilosas.

“O risco de se conectar a uma rede pública é a possibilidade do dispositivo eletrônico sofrer um ataque cibernético, ou seja, uma invasão aos acessos do e-mail, redes sociais e aplicativos de bancos”, afirma Gisele Ferreira da Silva, analista de projetos em tecnologia da informação e pós-graduada em governança de TI pela Universidade Cruzeiro do Sul.

De acordo com o portal da IBM, ataques cibernéticos acontecem quando há acessos não autorizados para prejudicar sistemas ou roubar dados. Gisele explica que criminosos utilizam até plataformas antigas, como o MS-DOS, para invadir aparelhos. “Assim, os hackers conseguem fazer a clonagem dessas redes de Wi-Fi para que a pessoa faça um cadastro ao acessar essa rede e ir diretamente para a tela MS-DOS, que possibilita a captura de informações e dados pessoais”.

VPN: como funciona e por que pode ser essencial em redes abertas?

VPN em redes abertas traz privacidade e segurança para quem usa internet pública | Imagem: Pexels

VPN em redes abertas traz privacidade e segurança para quem usa internet pública | Imagem: Pexels

A VPN (Virtual Private Network) é considerada a forma mais eficiente de proteção em redes públicas. Esse recurso cria uma camada extra de segurança ao criptografar informações e mascarar o endereço IP do dispositivo. Dessa forma, torna-se muito mais difícil para um hacker decodificar dados.

Segundo a Microsoft, a VPN conecta o usuário a outra rede, protegendo o tráfego mesmo em conexões vulneráveis. É possível escolher serviços pagos ou gratuitos, que podem ser acessados por aplicativos, navegadores ou softwares específicos.

A configuração depende do sistema operacional. No Windows, a Microsoft recomenda baixar aplicativos na Store ou acessar diretamente o site do serviço de VPN. Em celulares Android, o processo envolve instalar um app pela Play Store, acessar as configurações de “rede e internet” e adicionar a conexão. Já no iOS, a Apple orienta usar as opções de VPN disponíveis nas configurações do aparelho.

O que fazer se suspeitar que seu aparelho foi invadido?

Durante a navegação em redes abertas, sinais de movimentações estranhas devem ser observados. O Serasa recomenda monitorar dados pessoais e financeiros sempre que houver uso de Wi-Fi público. Isso ajuda a identificar tentativas de acesso indevido.

Se houver suspeita de invasão, é essencial agir de imediato. “Assim, a pessoa deve apagar as senhas que estão salvas no dispositivo”, orienta Gisele. Ela também recomenda excluir fotos de cartões e imagens que contenham dados sensíveis. “Depois dessa varredura, desinstale algo que você perceba que tenha sido inserido no seu celular. Também evite abrir sistemas bancários e redes sociais dentro de 24 horas. Ainda, mude senhas o mais rápido possível, para evitar possíveis fraudes nos seus dados”.

Além disso, manter o sistema atualizado, usar antivírus e habilitar autenticação em dois fatores reforça a segurança. Senhas não devem ser salvas nos aparelhos e é recomendável adotar bloqueio de tela.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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