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Saiba como proteger seu celular ao usar Wi-Fi público em qualquer lugar

Ao acessar a internet em praças, terminais de ônibus ou parques, muitos usuários recorrem ao Wi-Fi público. A conexão gratuita pode parecer prática, mas também envolve riscos sérios de segurança digital. Em grandes cidades, como São Paulo, há centenas de pontos de internet liberados pela prefeitura. Embora isso facilite a navegação, a vulnerabilidade dessas redes

Tecnologia Publicado em 17/Set/2025 4 min de leitura
Segurança digital é essencial ao conectar aparelhos em redes de Wi-Fi público | Imagem: Freepik

Leitura em voz inativa.

Ao acessar a internet em praças, terminais de ônibus ou parques, muitos usuários recorrem ao Wi-Fi público. A conexão gratuita pode parecer prática, mas também envolve riscos sérios de segurança digital.

Em grandes cidades, como São Paulo, há centenas de pontos de internet liberados pela prefeitura. Embora isso facilite a navegação, a vulnerabilidade dessas redes abre espaço para golpes cibernéticos. Especialistas alertam que criminosos digitais aproveitam a fragilidade desse serviço para roubar dados pessoais.

Como criminosos digitais usam o Wi-Fi público para aplicar golpes?

Segundo Gisele Ferreira da Silva, analista de projetos em tecnologia da informação, o perigo está no acesso sem restrição. “O risco de se conectar a uma rede pública é a possibilidade do dispositivo eletrônico sofrer um ataque cibernético, ou seja, uma invasão aos acessos do e-mail, redes sociais e aplicativos de bancos”, afirma.

Hackers costumam utilizar sistemas como o MS-DOS para clonar redes abertas. Dessa forma, criam conexões falsas com nomes que imitam estabelecimentos próximos. “Assim, os hackers conseguem fazer a clonagem dessas redes de Wi-Fi para que a pessoa faça um cadastro ao acessar essa rede e ir diretamente para a tela MS-DOS, que possibilita a captura de informações e dados pessoais”, explica Gisele.

Portais de bancos e empresas de segurança digital já alertaram que esse tipo de fraude é comum. Criminosos enganam usuários ao oferecer um acesso aparentemente legítimo, mas que serve apenas para coletar informações sigilosas.

O que fazer se você suspeitar que o celular foi invadido?

Monitorar dados financeiros e pessoais é a primeira recomendação. Movimentações suspeitas em aplicativos ou redes sociais podem indicar invasão. Nesse caso, o usuário deve agir rápido.

“Assim, a pessoa deve apagar as senhas que estão salvas no dispositivo”, orienta Gisele. A especialista também aconselha excluir fotos de cartões de crédito, desinstalar aplicativos estranhos e evitar acessar bancos ou redes sociais por 24 horas. “Também evite abrir sistemas bancários e redes sociais dentro de 24 horas. Ainda, mude senhas o mais rápido possível, para evitar possíveis fraudes nos seus dados”, complementa.

Quais são as dicas para proteger o aparelho em redes abertas?

Segurança digital é essencial ao conectar aparelhos em redes de Wi-Fi público | Imagem: Freepik

Segurança digital é essencial ao conectar aparelhos em redes de Wi-Fi público | Imagem: Freepik

Adotar cuidados básicos é essencial. Entre as recomendações estão: não salvar senhas em dispositivos, criar senhas de desbloqueio, usar autenticação em dois fatores e instalar antivírus. Além disso, manter o sistema atualizado ajuda a reforçar a segurança do aparelho.

Outra ferramenta importante é a VPN (Rede Virtual Privada). Esse recurso criptografa os dados e dificulta a ação de hackers. Existem versões gratuitas e pagas disponíveis em aplicativos, navegadores e softwares.

A configuração depende do sistema operacional. No Windows, é possível usar aplicativos da Microsoft Store ou seguir instruções do próprio serviço VPN. No Android, o caminho passa pelas “configurações” e pela opção “rede e internet”. Já no iOS, a Apple recomenda ajustes diretos na área de VPN do dispositivo.

Ao seguir essas práticas, o usuário reduz os riscos de cair em golpes e mantém seus dados mais protegidos ao navegar em locais públicos.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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