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Como hackers transformam o Wi-Fi público em armadilha?

Ao frequentar praças, shoppings ou terminais de ônibus, muitas pessoas aproveitam os pontos de Wi-Fi gratuitos para se conectar. Essa facilidade, no entanto, também atrai criminosos digitais. Redes abertas costumam ser frágeis e permitem que hackers capturem informações pessoais e financeiras dos usuários sem que eles percebam. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura informou

Tecnologia Publicado em 16/Set/2025 4 min de leitura
Wi-Fi público pode se transformar em armadilha para golpes digitais | Imagem: Freepik

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Ao frequentar praças, shoppings ou terminais de ônibus, muitas pessoas aproveitam os pontos de Wi-Fi gratuitos para se conectar. Essa facilidade, no entanto, também atrai criminosos digitais. Redes abertas costumam ser frágeis e permitem que hackers capturem informações pessoais e financeiras dos usuários sem que eles percebam.

Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura informou em junho de 2025 que existem mais de mil pontos de acesso gratuito espalhados pela cidade. Em outras regiões, é possível verificar em sites oficiais se há locais semelhantes disponíveis. A praticidade, entretanto, não elimina os riscos que envolvem o uso de redes abertas.

Wi-Fi público é seguro ou abre portas para golpes?

Wi-Fi público pode se transformar em armadilha para golpes digitais | Imagem: Pexels

Wi-Fi público pode se transformar em armadilha para golpes digitais | Imagem: Pexels

As redes públicas funcionam sem senha e permitem que várias pessoas se conectem ao mesmo tempo. Essa característica facilita a comunicação, mas também aumenta a exposição dos dados pessoais.

“O risco de se conectar a uma rede pública é a possibilidade do dispositivo eletrônico sofrer um ataque cibernético, ou seja, uma invasão aos acessos do e-mail, redes sociais e aplicativos de bancos”, explica Gisele Ferreira da Silva, analista de projetos em tecnologia da informação e pós-graduada em governança de tecnologia da informação pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Segundo a IBM, ataques cibernéticos acontecem quando há acessos não autorizados com a intenção de prejudicar dados ou sistemas. Nesse contexto, o Wi-Fi público torna-se um terreno fértil para fraudes e golpes digitais. Além disso, criminosos aproveitam a movimentação intensa nesses pontos para criar redes falsas e enganar os usuários.

Como hackers utilizam redes falsas para roubar informações?

Gisele explica que muitos ataques utilizam recursos do sistema MS-DOS. Embora antigo, ele ainda é eficaz para acessar outros dispositivos ou redes em nuvem. Quanto maior o número de usuários conectados a um ponto vulnerável, mais fácil se torna o ataque.

“Por meio dessa tecnologia, é possível fazer uma programação para invadir uma rede e se passar por uma rede verdadeira”, afirma a especialista. “Assim, os hackers conseguem fazer a clonagem dessas redes de Wi-Fi para que a pessoa faça um cadastro ao acessar essa rede e ir diretamente para a tela MS-DOS, que possibilita a captura de informações e dados pessoais”.

Esse método é reforçado pelo uso de nomes aparentemente confiáveis, como o do próprio local onde a vítima está. O usuário, sem perceber, fornece dados valiosos que podem ser explorados de diversas formas.

O que fazer se desconfiar de uma invasão pelo Wi-Fi público?

De acordo com o Serasa, monitorar dados pessoais e movimentações financeiras é essencial para identificar tentativas de fraude. Alterações inesperadas em acessos podem ser um sinal de invasão.

Se houver suspeita, o primeiro passo é desconectar a rede pública. “Assim, a pessoa deve apagar as senhas que estão salvas no dispositivo”, orienta Gisele. A especialista também recomenda excluir fotos de cartões ou imagens de senhas.

“Depois dessa varredura, desinstale algo que você perceba que tenha sido inserido no seu celular”, reforça. “Também evite abrir sistemas bancários e redes sociais dentro de 24 horas. Ainda, mude senhas o mais rápido possível, para evitar possíveis fraudes nos seus dados”.

Além disso, especialistas recomendam medidas preventivas: não salvar senhas em dispositivos, ativar autenticação em dois fatores, instalar antivírus e manter o sistema atualizado. Esses cuidados podem reduzir significativamente os riscos.

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Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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