Celular hackeado no Wi-Fi público? Veja como se proteger
Ao se conectar em redes abertas, como o Wi-Fi público disponível em praças, parques ou terminais, muita gente não imagina os riscos envolvidos. Embora seja prático acessar a internet sem gastar dados móveis, a segurança do dispositivo pode estar em perigo. Além disso, golpistas aproveitam falhas nessas conexões para capturar informações pessoais e financeiras. Assim,
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Ao se conectar em redes abertas, como o Wi-Fi público disponível em praças, parques ou terminais, muita gente não imagina os riscos envolvidos. Embora seja prático acessar a internet sem gastar dados móveis, a segurança do dispositivo pode estar em perigo.
Além disso, golpistas aproveitam falhas nessas conexões para capturar informações pessoais e financeiras. Assim, saber como identificar sinais de invasão e como agir rapidamente é essencial para proteger seus dados.
Quais são os riscos do Wi-Fi público e como os hackers agem?
O Wi-Fi público é gratuito e acessível a todos, o que o torna um alvo para criminosos digitais. Em São Paulo, por exemplo, existem mais de mil pontos de acesso liberados pela prefeitura desde junho de 2025. Apesar da praticidade, essas redes são vulneráveis.
De acordo com Gisele Ferreira da Silva, analista de tecnologia da informação, os invasores exploram brechas para acessar e-mails, redes sociais e até aplicativos bancários. “O risco de se conectar a uma rede pública é a possibilidade do dispositivo eletrônico sofrer um ataque cibernético, ou seja, uma invasão aos acessos do e-mail, redes sociais e aplicativos de bancos”, afirma.
Hackers usam plataformas antigas, como o MS-DOS, para criar conexões falsas e enganar usuários. “Assim, os hackers conseguem fazer a clonagem dessas redes de Wi-Fi para que a pessoa faça um cadastro ao acessar essa rede e ir diretamente para a tela MS-DOS, que possibilita a captura de informações e dados pessoais”, explica Gisele.
Além disso, redes falsas geralmente usam nomes que parecem legítimos, como o do próprio local, o que aumenta o risco de o usuário cair no golpe sem perceber.
O que fazer se você suspeitar que seu celular foi invadido?

Celular conectado a Wi-Fi público pode ser alvo de invasão digital | Imagem: Pexels
Monitorar dados pessoais e financeiros é fundamental para perceber movimentações suspeitas. O Serasa recomenda atenção constante ao usar redes abertas. Tentativas de acesso não autorizadas ou falhas no funcionamento do aparelho podem indicar invasão.
O primeiro passo, segundo Gisele, é desconectar a rede suspeita. “Assim, a pessoa deve apagar as senhas que estão salvas no dispositivo”, orienta. A especialista recomenda ainda excluir fotos de cartões de crédito ou registros de senhas.
“Depois dessa varredura, desinstale algo que você perceba que tenha sido inserido no seu celular”, destaca. “Também evite abrir sistemas bancários e redes sociais dentro de 24 horas. Ainda, mude senhas o mais rápido possível, para evitar possíveis fraudes nos seus dados”, completa.
Como se proteger antes de usar redes públicas?
Para prevenir ataques, especialistas indicam algumas práticas simples. Não deixe senhas salvas no aparelho, crie bloqueios de acesso e ative a autenticação em dois fatores. Além disso, mantenha o sistema atualizado e instale um antivírus confiável.
Outra estratégia é usar uma VPN (Virtual Private Network), que cria uma camada de proteção ao mascarar o endereço IP e criptografar dados. Essa ferramenta torna mais difícil a ação de hackers.
Usuários podem configurar VPNs por aplicativos, navegadores ou softwares, dependendo do sistema operacional do dispositivo. Tanto Android quanto iOS oferecem opções para adicionar redes privadas de forma prática.
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Já reparou?
A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.
Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.




